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Tuesday, December 14, 2010

"Vida" no ideário milenar sino-nipônico



No Japão o mundo visual, ou seja, o caleidoscópio que se descortina aos olhos postos sobre o universo em volta dos mortais nascidos no ocidente que por lá param, grava uma impressão indelével que se adere definitivamente as paredes do repositório cognitivo e a partir daí estabelece um fluxo sanguíneo intangível que circulará o corpo físico por todo o sempre da existencia individual. Tendo vivido pelas terras do mikado (帝), (mikado é o título pelo qual se costumava referir ao imperador) durante quinze importantes anos, sou uma feliz vítima da impressão que enfatizo.
Ao me posicionar frente ao meu pc para escrever sobre o tema, logo me vem as imagens do meu primeiro amanhecer no bairro de Kanzanji (舘山寺) , as margens do lago Hamana (浜名湖) na cidade de Hamamatsu (浜松市), provincia de (静岡県) Shizuoka, dona da terra onde “vive” o Fujisan (富士山 ), um dos ícones da cultura japonesa. Como fui para Hamamatsu? A resposta é : O destino me levou para Hamamatsu.Mais precisa, contudo, é a mesma resposta em japonês: (運命は日本に私を連れて...) Ligando a máquina e acessando ao editor de texto, começo a escutar mentalmente a música vinda das `vans´ dos vendedores ambulantes de farinhas de peixe,e de produtos milenares dessa importante culinária oriental (a música tomava o ar, com seu quase invariavel estilo consagrado, que serve de fio condutor entre as gerações, o famoso “enka” (演歌 ), das sopranos que cantam, apaixonadas à beira do suicído (自殺の危機にひんして), os amores frustrados, ou dos tenores Saburo Kitajima e Ichiro Toba (北島三郎、鳥羽一郎) que cantam a bravura dos homens do mar (海の兄弟). Enquanto ao fundo o som periódico produzido pelas máquinas de um parque de diversões localizado colina acima, próximo do alojamento no qual encontrei abrigo. Importante ressaltar que toda essa algazarra tinha contudo uma característica indissociável do modo de viver do Japão: O controle do volume de decibéis. Voce ouve o barulho que não incomoda. O japonês preza acima de qualquer coisa, a tranquilidade do seu vizinho, a tal ponto de ter na frase: “evitar incomodar os vizinhos... (隣人を迷惑防止するために) uma das máximas do seu cotidiano.
Dispensável pontuar a minha paixao pelos ideogramas chineses usados na escrita japonesa, e denominados “kanji” (漢字), literalmente “letra (字) da China(漢). Lembro então que um dos ideogramas que logo me chamou a atenção pelo seu uso sútil e rodeado de nuances místicas, O japones é tão místico que caracteriza a qualidade energética do dia mediante um complicado sistema de classíficação de energias insondáveis, segundo o qual a semana tradicional é composta de seis dias, que constitui o sistema “rokuyo” (六曜). Assim, a depender da posição do dia no calendário o mesmo pode ter a qualidade “daian” (大安) literalmente “grande segurança”. Dia bom para iniciar negócios, cursos, casamento, etc.: Pode, ao contrário ser “tomobiki” (友引) literalmente “puxar amigo”. Ninguém faz funeral nesse dia. São dados sinalizadores de códigos secretos e caros a toda cultura,resistentes aos modismos ditados pleos sabores dos prazeres fugazes derivados de uma existencia sob o comando de líderes e inspiradores da esbórnia momentânea, que se instala nas “sociedades tecnologicamente avançadas” (não vai aqui nenhuma condenação puritana): No Japão tem de tudo. Mas a linha mestra da sociedade é o respeito a transmissão dos valores inegociáveis da sua cultura.
Os ideogramas que representam a idéia de “VIDA” na composição de várias palavras e expressões do cotidiano. Acho oportuno alertar ao meu querido seguidor, quanto a impossibilidade de aprofundar a análise dos exemplos que vou citar, sem o assumir o compromisso de me estender em uma tese de doutorado nessa área fascinante da antropologia universal: A cultura nipônica (日本の文化). Perdoem-me então, a abordagem resumida da temática. Ao mesmo tempo, confesso um prazer docente em incitar meus leitores à busca pelo enriquecimento cultural, através da presente provocação,pois cada palavra ou expressão dessa cultura milenar guarda uma história multimilenar ligando dois povos em um só palco humano universal: A China e o Japão.
Em uma das minhas primeiras incursões ao centro da cidade, ví a primeira referencia signifitiva a vida sob as cuidadosas e disciplinadas óticas altamente espiritualizadas do povo japones: Um gigantesco outdoor fixado em uma estrura metálica no alto de um arranha-céu ao lado da estação de Hamamatsu (浜松駅) exibia o produto “seguro de vida” (生命保険).O ideograma vida com a função de sinalizar ser auto-animado é (生),que se lê “sei” enquanto o ideograma que completa a idéia de vida a ser segurada (preservada, literalmente, estendida além da presente existencia) é (命), que se lê “mei” que é muitas vezes traduzido também como "destino". Às vezes, esse ideograma é simplesmente traduzida como "vida", mas, mais em termos da própria sorte na vida. Em certos contextos, isso pode significar comando ou decreto (命令 ), lido como “meirei” ordem superior inquestionável (antigamente decretada pelo imperador). É claro que tal decreto se torna parte do destino.
Em chinês, esta palavra se inclina para a definição de sorte ou destino.
Em coreano, é o hábito de ler simplesmente como "vida" no sentido simples de existir.
Em japonês, pode significar todas as definições acima, dependendo do contexto.
A Biologia enquanto ciencia (生物学) literalmente “estudo de coisas vivas”, na visão cosmogônica japonesa estuda a relação entre vida e movimento. As questões éticas decorrentes da tecnologia genética (遺伝学的操作) contemporânea, não reproduzem no Japão o papel de alvo das mesmas controversias que gatilham no mundo ocidental. Um dos fatores para essa neutralidade, na minha visão é o ateísmo primário instalado na soceidade japonesa pelo budismo (仏教). O japones além de budista é tambem shintoista (神道 ). Porém, separa suas duas religiões principais de forma estanque. Ele é shintoista na sua vida social cotidiana e no seu relacionamento ancestral com a natureza, enquanto é budista no trato dos interesses coletivos. Hoje, podemos facilmente cortar e colar partes da seqüência de DNA de organismos, incluindo seres humanos, e, em seguida, modificar o genoma de qualquer organismo, utilizando técnicas de DNA recombinante. A tecnologia da engenharia genética tornou-se o método básico para a pesquisa biológica nas universidades e corporações em todo o mundo. No entanto, muitas pessoas comuns podem ainda não se convenceram de que a tecnologia pode levar-nos a desempenhar o papel de Deus.Mas nem por isso chegam a organizar movimentos. Eles ficam em cima do muro esperando os resultados para daí, tomar uma posição.
A vida também enquanto “inochi” (命) é (物事の生きている本質) "a parte mais essencial de um objeto”, sem o qual deixa de existir sob a forma que satisfaz a expectativa. Por exemplo, "para tirar Inochi alguma coisa" não significa que matá-lo, mas para tirar a sua qualidade mais importante e essencial ... que é, por exemplo, a função do movimento do corpo em uma dança ou a música bonita de um canário. Esta palavra é às vezes aplicado a coisas não-vivos, tais como “a Inochi de uma boneca" (人形の命 ).
O sentido último de Inochi é a vida eterna (永遠の生命) .A frase pode ser encontrada em materiais religioso escrito em japonês. Por exemplo, o cristianismo no Japão prega que obtemos Inochi eterna através da crença em Deus (神への信仰), e as seitas Jodo do budismo (仏教浄土宗) prega que obtemos Inochi eterna em Sukhavati (Jodo, a Terra Pura) no mundo a seguir.
Tanto em Japonês quanto em Yorubá as palavras são essencialmente repositórios da força de realização e movimento no cosmo. São objetos místicos dotados de charme e encantamento, tal como a vida nas suas mais variadas nuances nesse caledoscópiio incomensuarável que unifica tempo e espaço e chamamos de Universo (宇宙).

Referencias bibliográficas:

1) The Concept of Inochi : A Philosophical Perspective on the Study of Life by Masahiro Morioka;

Recursos de escrita japonesa e pesquisa auxiliar:
1) Google translator;
2) http://tangorin.com/general/universe

Friday, November 19, 2010

Zumbi, e a inclusão do negro: Um questão brasileira?



Não há uma única oportunidade na história recente desse pais na qual eu ligue a minha televisão em programações locais sem que eu, como negro, me sintia profundamente insultado, junto com a minha familia....Sim, recolhem o meu imposto, e me dão em troca o desprezo.Que pais e esse???? Que inclusao é essa??? Que cidadão sou eu, minha esposa, minhas filhas...???A pasta de dentes que eu uso é boa prá brancos, idem para o creme de barbear. O meu desodorante é bom p´ra branco, as minhas roupas, os meus sapatos, os cremes de pele para minhas filhas, as roupas e artigos intímos para minha esposa, as sandalhas de minha neta, os games do meu neto ....a lista é infindável......produtos de cinsumo lançado à sociedade, sem tocar no negro. Só ´psso concluuir que o negro não existe, a nao ser nos horários eleitoraris gratuitos...Aí, é negro de lá, é negro de cá, e negro falando do “bem que a eleição do partido d´acolá vai trazer para todos, ...com uma imensa bandeira verde-amarela ao fundo....e a seleção brasileira..e o melhor volei do mundo...brasil, fuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiiiiiuuuuu(aquele assovio caraterístico das “coisas verde amarelas”)...aí o negro serve....!!!!????? Atualmente “estou” professor universitário.....aí, ontem mesmo, uma aluna de um outro professor, o proucurava para tirar dúvidas sobre assuntos da próxima prova. Como aquele professor não estava presente na faculdade, um dos meus alunos(naquele momento, ausente da minha aula) a aconselhou a tirar as dúvidas comigo, e informou para ela, o meu nome. Ela veio até a sala, onde eu estava reunido com meus alunos, dos quais todos (assim como a propria consulente) estão na faixa etária das minhas filhas. Ela após olhar para cada um e para todos “confundiu” um dos meus alunos com o professor, e o chamou pelo meu nome, ao que esse aluno “corrigiu a confusão”, adicionando: Eu??? Não. O professor é ele” – apontando para mim: Será paranóia interpretar a situaçao como emblemática da minha “cara de não professor universitário”.....????? (Aliás quero aqui isentar a jóvem de qualquer culpa com relação ao episódio).
A a pior parte, é que o sistema se apressa em eleger seus descendentes para que a cadeia de emancipaçao européia do Brasil não seja quebrada: Na escola da minha neta a xuxa, do tempo do tempo da m filhas estão dando lugar para os Justin Bieber, e o ciclo toma posição para o seu re-incio. A semana da Consciencia Negra suscita uma pergunta que não quer calar...cadê, onde está o Negro????? É que pelo visto, a sitação do “preto” tende a ficar cada vez mais afrodescendente...ou seria: A situação do “afrodescendente” tende a ficar cada vez mais preta, só para repetir um trocadilho infame que ouvi em um dos programas de humor (negro???) do momento
Vi ontem no jornal da globo uma reportágem sobre as gerações X, , Z baby boomers, e tal...e a integração entre as gerações no ambiente de trabalho....e não ví um negro ou uma negra.... e `tá tudo normal... `Conheço nomínimo, dez negros que estão na Inglaterra estudando para voltar ao Brasil com um diferencial, e a matéria só mostrou gente branca....cadê os negros???? Durante a minha permanencia de 15 anos no Japao conheci outros negros, do Brasil, como eu, da Nigéria, da Costa do Marfim, da Guiné Equatorial, do Senegal....a lista é infindável, bem colocados na sociedade japonesa e mundial...A salvaçao da Europa, que está sofrendo a sindrome do Titanic (Grande bonito e glamouroso mas...afundando), e pode levar junto muito pais bom, é a criatividade da sua população imigrante, pois esses conhecem dificuldades, Ou seja, a Por que que o Brasil insiste nesa “vocação europeia”?...Negros do Brasil uní-vos em torno da opção PanAfricana!!!!. O PanAfricanismo mesmo tendo sído desenvolvido com essa propsta por Kwame Nkrumah, é a versão moderna contemporânea do pensamento de Zumbi dos Palmares. Se não vejam:
Por volta da ano 1600 da era cristã, negros fugidos do trabalho escravo nos engenhos de açúcar do Brasil colonia, onde hoje são os estados de Pernambuco e Alagoas no, fundam na serra da Barriga o Quilombo dos Palmares. Os quilombos, eram povoados de resistência, seguiam os moldes organizacionais da república e recebiam escravos fugidos da opressão e tirania. Para muitos era a terra prometida, um lugar para fugir da escravidão. A população de Palmares em pouco tempo já contava com mais de 3 mil habitantes. As principais funções dos quilombos eram a subsistência e a proteção dos seus habitantes, e eram constantemente atacados por exércitos e milícias.
Em 1630 começam as invasões holandes no nordeste brasileiro. O que desorganiza a produção açucareira e facilita as fugas dos escravos. Em 1644, houve uma grande tentativa holandesa de aniquilar com o quilombo de Palmares, que como nas investidas portuguesas anteriores, foi repelida pelas defesas dos quilombolas. Até que em 1654 os holandeses deixam o nordeste brasileiro.
Em 1655 nasce Zumbi, num dos mocambos de Palmares, neto da princesa Aqualtune. Por volta de 1662 (data não confirmada),criança ainda, Zumbi é aprisionado por soldados portugueses e levado a Porto Calvo, onde é "dado" ao padre jesuíta António Melo. Este o batizou com o nome de Francisco. Zumbi passou a ajudar nas missas e estudar português e latim.
Em 1670, Zumbi aos quinze anos de idade foge e regressa a Palmares. Neste mesmo ano de 1670, Ganga Zumba, filho da Princesa Aqualtune, tio de Zumbi, assume a chefia do quilombo, então com mais de trinta mil habitantes. Zumbi se tornou conhecido pela sua destreza e astúcia na luta e já era um estrategista militar respeitável quando chegou aos vinte e poucos anos.
Por volta de 1678, o governador da Capitania de Pernambuco cansado do longo conflito com o Quilombo de Palmares, se aproximou do líder de Palmares, Ganga Zumba, com uma oferta de paz. Foi oferecida a liberdade para todos os escravos fugidos se o quilombo se submetesse à autoridade da Coroa Portuguesa; a proposta foi aceita, mas Zumbi rejeitou a proposta do governador e desafiou a liderança de Ganga Zumba. Prometendo continuar a resistência contra a opressão portuguesa, Zumbi tornou-se o novo líder do quilombo de Palmares.
Quinze anos após Zumbi ter assumido a liderança, o bandeirante paulista Domingos Jorge Velho foi chamado para organizar a invasão do quilombo. Em 6 de fevereiro de 1694 a capital de Palmares foi destruída e Zumbi ferido. Apesar de ter sobrevivido, foi traído por Antonio Soares, e surpreendido pelo capitão Furtado de Mendonça em seu reduto (talvez a Serra Dois Irmãos). Apunhalado, resiste, mas é morto com 20 guerreiros quase dois anos após a batalha, em 20 de novembro de 1695. Teve a cabeça cortada, salgada e levada ao governador Melo e Castro. Em Recife, a cabeça foi exposta em praça pública, visando desmentir a crença da população sobre a lenda da imortalidade de Zumbi.
Em 14 de março de 1696 o governador de Pernambuco Caetano de Melo e Castro escreveu ao Rei: "Determinei que pusessem sua cabeça em um poste no lugar mais público desta praça, para satisfazer os ofendidos e justamente queixosos e atemorizar os negros que supersticiosamente julgavam Zumbi um imortal, para que entendessem que esta empresa acabava de todo com os Palmares."O exemplo de Zumbí e de Palmares só servirá a emancipação da Consciencia Negra, se assumido por cada um dentro de uma dimensão mais ampla da busca do seu lugar ao sol, com direito a sombra.

Referencia bibliográfica
1. http://pt.wikipedia.org/wiki/Zumbi_dos_Palmares

Friday, November 12, 2010

Morte de uma mulher negra


Esta mensagem vai para todas as mulheres negras fortes que eu amo respeito e admiro. Se listar, não vai caber....minha mãe, minha esposa, minhas duas filhas,...Arani Santana, ....
Recebí essa mensagem do meu amigo e irmão Dr. Runoko Rashid, e traduzi, tentando guardar o máximo de fidelidade ao original...


Embora lutando com a realidade de um ser humano, em vez de um mito, a mulher negra forte morreu. Autoridades médicas dizem que ela morreu de causas naturais, mas aqueles que a conheceram sabem:

Ela morreu por ficar em silêncio quando ela deveria ter gritado.De ter sorrido, quando ela deveria ter sido violenta. De estar doente e esconder,não querendo que ninguém sobesse, porque sua dor poderia incomodar os senhores e as senhoras.

Ela morreu de uma overdose de outra gente se agarrando a ela quando ela mesma não tinha sequer energia para si mesma.

Ela morreu de amor por homens que não a amam por só amarem a si mesmos e só poderem oferecer-lhes visitas furtivas na calada da noite.

Ela morreu de criar os filhos sozinha.

Ela morreu vítima das mentiras que sua avó contou à sua mãe e sua mãe lhe contou sobre a vida, homens e racismo ...

Ela morreu por ter sido abusada sexualmente quando criança e ter que tomar como natural essa verdade em todos os lugares que ela ia todos os dias da sua vida, barganhando a humilhação, pela culpa.

Ela morreu asfixiada, cuspindo o sangue dos segredos que ela continuava tentando queimar no seu coração, ao invés vez de se permiti ao tipo de colapso nervoso ao qual ela tinha direito, mas que reservado pelo sistema apenas para as meninas brancas ou mais claras, pois só para essas o estabelecimento pode pagar.

Ela morreu por ser responsável, porque ela era o último degrau da escada e não havia ninguém para quem ela podese repassar.

A mulher negra forte está morta ..

Ela morreu de ser uma mãe aos 15 anos e uma avó de 30 e um antepassado longinquo aos 45.

Ela morreu de tanto ser arrastado para baixo e por sentar-se com irmãs supostamente mais evoluídas posando como irmãs e amigas.

Ela morreu por tolerar um “seu Piedade”, apenas para ter um homem ao redor da casa.

Ela morreu de sacrificar-se por tudo e todos quando o que ela realmente queria era ser uma cantora, uma dançarino, uma professora, ou algo assim, igualmente magnífico.

Ela morreu de mentiras de omissão, porque ela não quis trazer o negro para baixo.

Ela morreu de homenagens de seus colegas que deveriam ter combinado seus esforços no foco da realidade dos guêtos, em vez de tomar a sua imagem e transformar em proselitismo rico em palavras mortas e canções vazias.

Ela morreu dos mitos que não lhe permitia mostrar fraqueza, sem ser castigada como preguiçosa e vadia....

Ela morreu de esconder seus verdadeiros sentimentos, até que tornou-se dura e amarga o suficiente para inundar seus seios, como os tumores e as ulcerações da raiva .

Ela morreu de sempre carregar coisas pesadas,entre caixas de geladeiras sozinha.

A forte mulher negra está morta ..

Ela morreu de nunca ser o bastante do que os homens queriam, ou sendo demais para os homens que ela queria.

Ela morreu por ser muito preta e morreu novamente por não ser suficientemente negra.

Ela morreu por ser mal informado sobre a sua mente, seu corpo e da medida de suas capacidades reais.

Ela morreu de joelhos pressionados ao solo, porque respeito nunca fez parte do que lhe estava sendo empurrado.

Ela morreu de solidão nas salas de parto e solidão nos centros clandestinos de aborto.

Ela morreu nos banheiros com as veias abertas, rebentada compelo auto-ódio, ajudado pela negligência.

E às vezes quando ela se recusou a morrer, quando ela simplesmente se recusou a se dar por morta, ela foi assasinada por imagens brancas de cabelos loiros, olhos azuis e bundas achatadas, importadas diretamente da mídia para a “inclusão social” dos novos ricos dos pagodes ou do futebol.

Às vezes, ela foi pisoteada até a morte pelo racismo e sexismo, executada pela ignorância high-tech, enquanto levava a família em sua barriga, a comunidade em sua cabeça, e a raça nas costas!

A mulher negra forte está morta!

......ou não?

Tuesday, November 2, 2010

Şe nbọ Nagó?


Shê umbó Nagô?... É a leitura, ou melhor, a pronúncia da frase escrita acima como título dessa intervenção. Traduzido para o português, o título significa: “Você entende (a língua) Nagô?” Essa era a pergunta que o negro yorubano dirigia ao seu interlocutor (também negro), para lembrá-lo da sua “posição inferior”. Mas... o que vem a ser Nagô e de onde vinha essa pretensa superioridade?
O maior crime contra a humanidade que a história registra (conhecido como tráfico negreiro) trouxe para o “novo mundo” o maior contingente humano trasladado de um continente para outro. Os negros africanos, nossos ancestrais, forma trazidos de todas as partes da África onde as guerras (muitas delas incentivadas e por vezes orquestradas pelo europeu), pudessem gerar prisioneiros de guerra, que eram levados do seu lugar para servirem como mão-de-obra escrava nas partes colonizadas da própria África (como ilha da Madeira, e São Tomé) e nas Américas.
A Bahia dos anos 1800, foi cenário de uma franca movimentação de negros escravizados e libertos, movimento este visto como “perigoso para as instituições” (dentre as quais, a instituição escravista), conforme documentos oficiais da época guardados no Arquivo Público Estadual, no bairro de Quintas dos Lázaros. Os negros islamizados eram hegemônicos. Esses negros, na sua maioria membros da etnia hauçá, sabiam ler e escrever o árabe, devido à obrigatoriedade na sua religião, da leitura do Alcorão, o livro sagrado do Islã. Daí eram bem organizados. O episódio que passou a história como A revolta dos Malês (malê é uma palavra derivada do termo imalé da língua Yoruba, que significa muçulmano) foi um levante negro aqui na nossa Salvador, no qual a liderança dessa comunidade negra muçulmana foi dizimada. A revolta foi originalmente bem organizada. Mas, deflagrada de forma abortiva, colheu como resultado o fracasso. Essa Revolta dos Malês (também conhecida como revolta dos escravos de Alá) registrou-se de 25 a 27 de Janeiro de 1835 na nossa cidade de Salvador, capital da então Província da Bahia. No confronto morreram sete integrantes das tropas oficiais e setenta do lado dos revoltosos. Duzentos e oitenta e um, entre escravos e libertos, foram detidos no Forte do Mar(Forte São Marcelo) e levados aos tribunais. Suas condenações variaram entre a pena de morte para quatro dos principais líderes, os trabalhos forçados, o degredo e os açoites. Com o declínio da hegemonia malê, formou-se nas comunidades negras-escravas-libertas um vazio de poder. Esse vazio foi preenchido pelo negro yoruba, talvez, por algumas caracterísitcas marcantes da cultura desses povos, marcadas por uma sabedoria peculiar, que nos acompanha até os nossos dias, caracterizadas pelas “estórias de nagô”. Quem são os Nagô?
Os povos de Ketu, Egba, Egbado e Sabé, foram alguns dos que chegaram à Bahia provenientes do reino Yorubá. O reino Yorubá compreende o sul e centro da atual República do Benin (antigo Daomé, sendo que parte deste país é dos povos ewe-fon, mas cujas fronteiras são difíceis de definir), parte da República do Togo e todo o sudoeste da Nigéria. O povo de Ketu foi o que mais contribuiu para a implantação da cultura nagô no estado bahiano. Os araketu (isto é, cidadãos de ketu) procuraram reconstituir as suas instituições de estrutura social forte tentando adaptá-las ao novo meio com a maior fidelidade possível aos padrões básicos de origem. Mais que qualquer outra, a cultura nagô-yorubá foi a que mais se sobe impor no seu novo contexto.
Hoje a palavra ketu representa, acima de tudo, a mais tradicional manifestação de religiosidade negra. No entanto, sabe-se que os Yorubás não se viam a si mesmos como um todo, muito por culpa da extensão do território e assim forte presença das identidades locais. Antes de se ter conhecimento do termo Yorubá, nos primeiros registros e mapas datados de entre 1656 e 1730, é o termo “Ulkumy” que designava a região yorubá. Os yorubá que foram levados para Cuba são até hoje referidos pelo nome de Lukumi, uma corrupção, sem dúvida, do termo Ulkumy.
Depois de um capitão inglês traficante de escravos de nome William Snelgrave, por volta de 1734, o termo “Ulkumy” é substituído por Ayo ou Eyo, no intento de designar Oyó, a capital do país dos Yorubás. Em 1726 o comandante do forte português de Ajudá, Francisco Pereira Mendes, relatou à Bahia, os ataques levados a cabo pelos Ayos contra os territórios de Adjá. Esse porto de Uidá era chamado de Gléhué pelos dahomeanos ou fons, Igéléfé pelos yorubás e Ajudá pelos portugueses. Uidá era habitado pelos hwéda e tornou-se o principal porto de exportação dos escravos inimigos do Dahomé (ou Dahomey).
Os Nagôs são na verdade os negros dos reinos Dahomé e Ardra, reinos vinculados ao Império Yorubá-Oyó, que foram levados para a Bahia no comércio escravo. Através deste processo de inclusão negra no território brasileiro como mão-de-obra escrava espalharam-se as culturas negras marcando para sempre a alma e identidade brasileiras. No entanto, é na Bahia que essa presença se sente mais, através das comunidades-terreiro que surgiram e vão surgindo neste Estado.
Hoje, nós membros das comunidades negras e mestiças herdamos a obrigação de carregar à bandeira da preservação desse rico legado cultural relegado a parte inferior do tapete da ignorância e do racismo cego institucionalizado nesse pais. Cabe a nós e não a outros pugnar pela imposição de limites a intolerância que muito antes de se caracterizar como religiosa é cultural. Transformar o denominado legado jeje-nagô em “axé-music”, e “carnaval p´ra vender cerveja” é muito mais do que descaso ou oportunismo é crime contra a humanidade.
Por favor, notem que nessa intervenção, não fiz menção as Heranças dos negros bantus, não fiz referencia ao povos de Angola-Congo, nem falei do Zaniapombo, nem falei do Muchi-Congo...mas ainda vou falar.Peço a sua paciência e o sei apoio.
Encerro essa página com a seguinte mensagem:
Gbogbo ènìyàn ni a bí ní òmìnira; iyì àti ẹ̀tọ́ kọ̀ọ̀kan sì dọ́gba. Wọ́n ní ẹ̀bùn ti làákàyè àti ti ẹ̀rí-ọkàn, ó sì yẹ kí wọn ó máa hùwà sí ara wọn gẹ́gẹ́ bí ọmọ ìyá.
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em direitos e dignidade. São dotados de razão e consciência e devem agir uns para com os outros com espírito de irmandade.
(Artigo 1º da Declaração Universal de Direitos do Homem).

Monday, October 25, 2010

Uma pretinha


Aconteceu em um vôo entre Atlanta e Chicago, nos EUA.

Um estranho estava sentado ao lado de uma menina negra no avião. A viagem seguia insonsa, quando esse senhor se virou para ela e disse: "Vamos conversar?... Ouvi dizer que os voos ficam mais rápidos se você começar uma conversa com seu colega passageiro."
A menina, que tinha acabado de abrir seu livro de colorir, fechou-o lentamente e perguntou ao estranho: "Você gostaria de falar de que?"
"Huum..., sabe que eu ainda não sei....hum...",pondera o estranho consultando seus botões.Até que exclama: "....já sei”, iluminando no rosto um semblante de super-sábio, “...Já que você é uma afro-americana,me diga: você acha que o Sr. Barak Obama é qualificado para para ser presidente desta nossa Grande Nação?"...?
Ela pensou um pouco..olhou bem para o novo amigo e disse:"..OK... Isso pode ser um tema bastante interessante.", disse ela. ". Mas primeiro eu quero que voce me responda uma pergunta..... Um cavalo, uma vaca e uma ovelha comem a mesma coisa - capim -. Mas veja: A ovelha faz uns cocozinhos ´piquininho..., assim, feito bolinhas. A vaca despeja um montão assim `shiiipletiii!`(imita a respectiva onomatopéia, batendo com as mãos no encosto do braço das poltronas). Já o cavalo faz umas touceiras de capim seco,(enquanto mostra colocando as mãos na postura correspondente). Por que você acha que é assim....? "
O estranho, visivelmente surpreso com a presença de espirito da menina, pensa, pensa,pensa.... e diz, "Hmmm, ....não faço a menor idéia."
Para o que a menina responde: "Como é Você se sente qualificado para discutir o presidente Barak Obama ... quando você não sabe nem de cocô.....? "

Alerta da semana:

" o pobrema num é o carrego.O pobrema é o jetio que vosmicê droba a cacunda....”
- (minha) Tia Bê D´gun

referencia

história enviada por minha amiga de Chicago

Thursday, October 21, 2010

Um negro e o Bushidô


Oi pessoal.
Vou começar a contar uma história de um negro de Salvador Bahia, desempregado, discriminado, e alvo de alguns outros adjetivos tão comuns a nós negros de Salvador, Bahia. Esse negro dispunha de uma riqueza também comum aos negros de Salvador, Bahia, assim como a todos os seres humanos: A Criatividade. Começou a estudar a língua japonesa quase que por conta própria, em 1988. Até que um dia de dezembro de 1990, olhou pela janela, e disse: Vou para o Japão estudar física (é formado em física pela Universidade Federal da Bahia). Bem, pretendo narrar uma epopéia, aos poucos. Quero hoje falar de uma palavra japonesa: Bushidô
Um dos símbolos mais importantes e significativos da língua e cultura japonesas é, sem dúvida, a palavra Bushidô que significa "Caminho do Guerreiro". É uma palavra de uso comum, desde o final do século 19 que se refere um código japonês de conduta baseado em uma disciplina introspectiva, que é respeitado pelos samurais desde tempos imemoriais.
Atenção, contudo para uma das mais caras caraterísticas da cultura japonesa: A comunicação não-falada. O japonês fala com a postura e com os olhos. Não pense que vai andar nas ruas de Tóquio lendo essa palavra nos anuncios luminosos. O povo japonês tem na discrição e no silêncio, armas poderosas e bens culturais dentre os mais caros.
Alguns estudioso ocidentais (certamente eivados pelo preconceito), fazem referencia ao Bushidô como “uma regulamentação que lembra vagamente exemplos análogos dos conceitos ocidentais da cavalaria...”(veja na wikipedia). Senhores Estudiosos: com todo o reseito que lhes é justamente devido, após ter eu mesmo vivido no Japão por 15 (quinze) anos, lendo, falando e escrevendo no idioma japonês, preetendo discordar. O Bushidô é muito mais do que um código de cavalaria. O Bushidô é um código que enfatiza virtudes como lealdade, honra, obediência, dever, piedade filial, e auto-sacrifício.
A palavra é escrita qual da forma vista na ilustração que acompanha esse texto. Vamos primeiramente, analisar a palavra a partir de cada um dos seus três ideogramas formadores: 武士道:
O primeiro ideograma 武(Bu) significa `arte militar`, no sentido de `nobre arte da guerra`.Muito mais profundo do que essa estória de sair por aí brigando, e atirando em gente.
O segundo 士(shi)significa `cavaleiro`(essa parte, sim guarda alguma semelhança com a cavalaria feudal), como os nobres feudais da Idade Média, tipo Ivanhoe, e aqueles cavaleiros das Cruzadas.Se refere a nobreza preservada pela humildade, um voto de respeito a sabedoria e ao exerício da altivez sem que essa extrapole para a arrogancia. Um compromisso do uso da força e da habilidade em defesa do que é justo.
O terceiro 道(dô)significa ´Caminho`. Novamente, aqui não siginifica estrada, viela, rua ou beco, mas uma Cultura, uma forma ordenada e ritualítica de culto a evolução do espírito e da sua dominação sobre o corpo na busca da harmonia.
Pois é, o que quero enfatizar é que não há uma expressão ocidental, que possa definir de uma forma completa e compacta, o que vem a ser denominado Bushidô.
O Bushidô ou "Caminho do Guerreiro", é um nome de uso comum, desde o final do século 19 que é empregado para descrever um código de conduta única japonês respeitado pelos samurais desde tempos imemoriais. Este código é enfatiza virtudes como lealdade, honra, obediência, dever, piedade filial, e auto-sacrifício.

Embora derivados dos conceitos de lealdade e piedade filial do Confucionismo, conforme exaltadas em textos japoneses do período medieval, referncias ao “Bushido” são extremamente raras em textos antigos.
A primeira pessoa a popularizar o termo Bushidô foi autor japonês Nitobe Inazō (que viveu na Filadélfia,EUA e era casado com uma americana), em seu livro de 1899 Bushidô: The Soul of Japan (Bushidô: A alma do Japão) que foi originalmente escrito e publicado em Inglês e só mais tarde traduzido para o japonês. Neste trabalho, Inazō explica que o Bushidô é um esforço exercido pelo povo japonês pela manutenção da tradição, um esforço para recuperar códigos antigos de comportamento e conduta. Após a publicação da obra, Nitobe alcançou um enorme sucesso. Esse livro volta, de tempos em tempos, às listas de japoneses de ´best-seller´ em várias ocasiões (mais recentemente, no início de 2004 após o lançamento do filme americano O Último Samurai), e o termo rapidamente entrou em uso generalizado em japonês bem como em textos ocidentais textos da época.
Quando decidi viajar ao Japão em 1991, sem dinheiro e sem parerentes japoneses(rsrsrs),não imaginava que iria ser auxiliado pelo sentimento japonês do Bushidô . É que quando eu cheguei em Tóquio, e expliquei que eu não tinha dinheiro, nem parentes japoenses, nem onde ir ou ficar, eles me olharam, olharam, e depois de confabularem (eu ainda não entendia bem a língua)....até que um deles falou olhando para mim:
Britoさんは、勇気のある人です。あなたはそれが重要な人物になると思います。
あなたが将来偉くなると思います。
Tradução:
Brito é um homem de coragem. Voce vai ser uma figura importante.
Eu acho que você ser alguém no futuro.
Tenho muito a gradecer a pessoas especiais...calma...eu vou citando e contando as histórias...aos poucos....
Até a próxima!

Wednesday, October 20, 2010

Trindade


Unidade.
São três
Mesmo posto que seja um.
Quanto de tudo lhe cabe?
Vez que o Ocidente é só mármore e veludo.
E a Eterna idade é relógio, tic,tac, e...outro tic, ou
Tac, para quebrar a rotina.....
Olha, a igreja censura
O entrudo...
A mente, porém desnuda
A verdade vestida pela não verdade....
Explicitamente???Voce quer mais claro???
Mais luz????.....ainda mais????
Ok!Vai... acredite! quem me convenceu?
Sabe.... deixe estar:
Espermatozóide e óvulo são
Dois traços da conjunção única,
Exclusiva, indivisível...
Inimitável posto que
Indivíduo.

imagem
http://nrumiano.free.fr/Images/black_hole.jpg

Friday, October 15, 2010

Eleições



Pessoal essa é uma situação supra-partidária, inclusive comentada e apreciada por amigos em nas várias agremiações partidária, tanto do bloco situacionista quanto do bloco oposicionista, daí, devo concluir tratar-se de algo politicamnte correto!Vamos a estória

Certo dia, enquanto caminhava pela rua distraidamente, um senador dos EUA é tragicamente atropelado por um caminhão e morre.

A alma do senador chega ao Paraíso e dá de cara com São Pedro, vigilante na Entrada.

"Bem-vindo ao paraíso", diz São Pedro. "Antes que você entre, gostaria de salientar que, parece que temos um pequeno problema. Raramente vemos um alto funcionário como Vossa Exelencia por essas bandas, e ... então não sabemos bem o que fazer com você."

"Não tem problema. É só me deixar entrar", diz o senador.

São Pedro diz: "Bem, eu gostaria, mas tenho ordens superiores.... São Pedro passa a consultar seus alfarrábios .....hum......Bem, o que vamos fazer com voce é o seguinte: Você vai passar um dia no Inferno e um dia no céu. Então você podrá escolher onde quer passar a Eternidade."

O ex-“representante do povo”, supersdesconfiado, insistiu na sua tese
"Realmente, eu já fiz minha cabeça. Eu quero estar no céu", diz o senador.

"Sinto muito, mas temos as nossas regras", responde São Pedro. E lá se foram os dois por um corredor para cumprir o que “receitua o regulamento....”

E com isso, São Pedro o acompanha até o elevador e ele desce, desce, desce até o Inferno. A porta se abre e ele se vê no meio de um lindo campo de golfe. No fundo o clube e em pé na frente dele estão todos os seus amigos e outros políticos que haviam trabalhado com ele.

Todos muito felizes em traje social. Correm para cumprimentá-lo, apertar sua mão, e relembrar os bons tempos em que ficaram ricos às custas do povo.

Jogam uma partida amistosa de golfe e depois comeram lagosta, caviar e tomaram champanhe.

Também estava presente o diabo, que realmente era um cara supersimpático. Muito amigável que passa o tempo todo dançando e contando piadas. Eles estão curtindo um tempo tão bom que, antes que ele perceba, já é hora de ir.

Todos se despedem dele com abraços e acenam enquanto o elevador sobe,sobe,....

e a porta abre no céu, onde São Pedro está esperando por ele.

"Agora é hora de visitar o céu", diz São Pedro.

Assim, o “finado-amigo do povo” passa 24 horas em companhia de um grupo de almas contentes que andam de nuvem em nuvem, tocando harpas e cantando. Eles também têm um bom tempo.Curtem bastante as 24 horas no cé, que passa e São Pedro. Então, retorna.

"Bem, você passou um dia no Inferno e outro no céu. Agora me diga o que você vai escolher para a viver a eternidade?" São Pedro pede.

Ele pensa um minuto e responde: "Bem, eu nunca teria pensado nisso antes, quero dizer, o céu é muito bom, mas acho que seria mais feliz, quer dizer, sabe como é,...bem é melhor .. no inferno."

Então São Pedro o acompanha até o elevador e ele desce, desce, desce.... até o Inferno.

Agora, as portas do elevador se abre e ele se vê no meio de um enorme terreno baldio cheio de lixo.

Ele vê todos os amigos com as roupas rasgadas e sujas catando o entulho e colocando em sacos pretos de lixo, disputando carniça com os urubús.....

O diabo vai ao seu encontro e passa o braço pelo ombro do senador.

"Eu não entendo", gagueja o senador. "Ontem mesmo eu estive aqui e havia um campo de golfe... e um clubhouse esplêndido..., e...nós comemos lagosta e caviar, bebemos champanhe, e dançamos... e nos divertmos muito. Agora é só um terreno baldio cheio de lixo e meus amigos arrasados e miseráveis....O que aconteceu....?"

O diabo olha pra ele, sorri ironicamente e diz: "Ontem estávamos em campanha ..

Hoje … você já votou. "
Adpatação de uma piada política a mim enviada por uma amiga de Chicago.
Ilustração “monkeys” de Makoto Muramatsu