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Monday, February 27, 2017

O Dr. Denis Mukwege recbeu o Premio Sakharov em 2014


 
O Dr. Denis Mukwege nasceu em 1º de Março de 1955, em Bukavu,Kivu do Sul, na República Democrática do Congo. Ele é ginecologista e ativista congolês dos direitos humanos. Ele é conhecido como "o homem que repara as mulheres”.
Filho de um pastor pentecostal, ele completou sua educação primária no Atenéu Real de Bukavu (L´Athénée royal de Bukavu). Seus estudo secundarios foram feitos no Instituro Bwindi, Bukavu, onde obteve a graduação de Licenciatura em Bioquímica em 1974. Depois de dois anos na Universidade de Kinshasa (UNIKIN), na Faculdade Politécnica, ele encontra o seu caminho para a Faculdade de Medicina 1976 para escola de medicina em Burundi.
Obteve o seu dipoma da Faculdade de Medicina em 1983, ele deu seus primeiros passos profissionais em um Hospital  em Lemera, ao sul de Bukavu. Em 1984, ele ganhou uma bolsa de estudos de uma missão Pentecostal sueca para uma especialização em ginecologia na Universidade de Angers, na França. Ele fundou com a ajuda de instituiçoes francesas, a Associação Esther de Solidariedade, em, França Kivu para ajudar a sua região de origem.
Em 24 de setembro de 2015, ele atingiu o grau de doutor em ciências médicas da Universidade Livre de Bruxelas, depois de defender sua tese de doutoramento intitulada "Etiologia, classificação e tratamento de fístulas urogenitais e digestivas traumáticas inferiores no leste da RDC.
Apesar de ter obtido um emprego bem remunerado na França em 1989, ele escolheu voltar ao Congo para cuidar do Hospital de Lemera, do qual se tornou diretor médico. Durante a Primeira Guerra do Congo, em 1996, o hospital foi brutalmente destruído. Vários pacientes e enfermeiros foram assassinados. Por sorte, o Dr. Denis Mukwege sobreviveu. Ele refugiou-se em Nairobi. Ao invés de definitivamente virar a página do Congo, ele decidiu voltar. Com a ajuda da PMU (Pingstmissionens Utvecklingssamarbete),um associação filantrópica sueca, el fundou o Hospital Panzi, em Bukavu, onde ele veio a descobrir uma nova doença que marcou profundamente o resto de sua carreira: a destruição deliberada e planejada da genitália de mulheres. Ele denunciou mundialmente a barbárie sexual cometida contra as mulheres no leste da República Democrática do Congo, onde as violações em massa são  usadas como arma de guerra. Para lidar com esta epidemia voluntária, ele se especializou no atendimento de mulheres estupradas. O apoio dado pelo seu hospital às vítimas de violência sexual é generalizado, agindo na reparação física, psicológica, econômica e jurídica da pessoa. Clinicamente, é reconhecido como um dos especialistas mundiais da fístula. Foi nesse segmento da Ciência Médica que ele recebeu um título de Doutor Honoris Causa doutorado da Universidade de Umeå (Suécia) em outubro de 2010. No mesmo ano, ele recebeu a Medalha de Wallenberg, da Universidade de Michigan, EUA.
Em 2008, o Dr. Mukwege foi galardoado com o Olof Palme  de Direitos Humanos das Naçoes Unidas. Em 2009, ele ganhou o prêmio francês para os direitos humanos, também foi feito cavaleiro da Legião de Honra. No mesmo ano ele foi eleito o Africano do Ano por uma associação de imprensa Africana. Em 2010 ele foi premiado com o Van Goedart Holanda. Na Bélgica, em 2011, ele recebeu sucessivamente três prêmios: Jean-Rey, o premio Rei Baudoin e o premio da Paz na cidade de Ypres, que lhe é entregue em novembro de 2011. Durante o mesmo ano, ele recebeu o prêmio de mídia alemão.
E para resumir,  em 21 de outubro de 2014, o Dr. Denis Mukwege recebeu o Prêmio Sakharov. Este prêmio lhe foi entregue no dia  26 de novembro de 2014 no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França, durante a sessão solene.

Referencias:

1.    Denis Mukwege, Wikipédia, https://fr.wikipedia.org/wiki/Denis_Mukwege (acessado em: 27/02/17);

2.    Imagem Denis Mukwege, Wikipédia, https://fr.wikipedia.org/wiki/Denis_Mukwege (acessado em: 27/02/17);

Friday, December 6, 2013

Um dia depois da morte de Mandela, Brasil e Fifa exibem hoje, durante o sorteio da Copa de 2014 o racismo que os rege



Desde que Nelson Mandela tornou-se presidente da África do Sul depois de vencer as primeiras eleições democráticas de seu país em abril de 1994 , o hino nacional consistiu em duas músicas emendadas. Uma  delas é " Nkosi Sikelel ' iAfrika ", ou " Deus abençoe a África ", cantada em manifestações de protesto negros durante os 46 anos entre a ascensão e queda do “apartheid”. O outro é " Stem Die " ("The Call" ) , o velho hino branco , uma celebração da conquista da ponta sul da África dos colonos europeus. Foi idéia de Mandela justapor os dois, no seu propósito de forjar, a partir de notas discordantes das melodias rivais uma mensagem poderosamente simbólica da harmonia nacional.
No Brasil, a democracia assume uma rota de contramão da história do homem moderno,  ao exibir “ícones arianos” na hora de mostrar a cara para o mundo.
Ainda no "nosso" Brasil, uma pesquisa realizada pelo IBGE em 2008 analisou a percepção racial dos brasileiros. A pesquisa contou com a participação de 15 mil famílias distribuídas em diferentes estados. Os dados mostraram que apenas 7,8% dos entrevistados afirmaram de forma espontânea que a sua cor ou raça é "negra" ou "preta". Curiosamente, 11,8% dos entrevistados disseram que a origem da sua família é "africana", embora 25,1% reconheceram-se como "afrodescendentes" e 27,8% como "negros" quando essas opções lhes foram apresentadas, denotando uma contradição entre as respostas. Porém, quando a opção "afrodescendente" foi apresentada, 21,5% dos entrevistados se identificaram como tal. Mais brasileiros reconheceram ter uma ancestralidade europeia (43,5%) ou indígena (21,4%) do que africana (11,8%). É notável que, após a independência do Brasil, as elites nacionais iniciaram a construção das bases do “Estado Nacional”. Nesse contexto, o índio, embora tenha sido combatido no passado (e ainda o é, basta ver os programas da agroindústria e das hidrelétricas do governo federal, que na prática são instrumentos genocidas contra o índio) foi alçado à condição de "símbolo da nacionalidade brasileira", numa busca da afirmação de “uma identidade nacional nova que se formava após a separação de Portugal”. A literatura brasileira pós-independência foi marcada por representações exaltadas e épicas do índio, como um símbolo nacionalista. O negro, por sua vez, nunca foi prestigiado, pois sua condição de escravo não era compatível com uma representação épica da nacionalidade brasileira que se tentava construir. O europeu, por sua vez, sempre foi considerado superior ao índio e ao negro. Antes da independência, o colonizador português era o símbolo da "pureza racial". Após a independência, a construção da identidade branca no Brasil passou a abarcar os mestiços e mulatos mais claros que podiam exibir os símbolos da "europeidade": formação cristã e domínio das letras. Assim, no Brasil, quem sofre inteiramente a discriminação e o preconceito são as pessoas que têm a pele realmente escura. Sobre essa população recai todo o tipo de estereótipo, dos papéis sociais, das oportunidades de emprego e do estilo de vida. A ideia do "embranquecimento" da população, por meio do qual a população negra seria absorvida pela branca, passava pela concordância das pessoas de cor em renegar a sua ancestralidade.
Na época da ditadura Vargas, notadamente, o governo brasileiro restringia a entrada de estrangeiros, especialmente de judeus, japoneses e negros. Ao mesmo tempo, buscava facilitar a vinda de portugueses e, inclusive, de suecos. As leis de imigração no Brasil foram calcadas na teoria eugênica, criada no fim do século 19 pelo britânico Francis Galton, influenciado pela teoria evolucionista de Charles Darwin.
No começo do século 20, a eugenia tinha status de ciência e foi praticada por Estados que buscavam "aperfeiçoar" a raça humana por meio de seleção artificial. Com a utilização desses conceitos no projeto de "purificação" nazifascista, (que deu no que deu) o termo “caiu” em desuso.
“O Presidente Getúlio Vargas, em atitude comum a quase totalidade das elites brasileiras estavam convencidos de que a composição étnica ‘não branca’ de boa parte dos brasileiros explicaria o atraso e as dificuldades do país”, escreve o historiador Fábio Koifman em "Imigrante Ideal: o Ministério da Justiça e a Entrada de Estrangeiros no Brasil (1941-1945)" [Civilização Brasileira, 446 págs., R$ 49,90]. A obra --com ajustes e revisões-- é a tese de doutorado defendida por Koifman na UFRJ em 2007 sob o título "Porteiros do Brasil".
Agora o Brasil, no evento do sorteio da Copa vai mostra que, "apesar dos percalços, a raça brasileira melhorou” (vejam como o racismo se exibe) exibindo um casal de apresentadores brancos arianos enquanto a maioria não representada por descendentes de alemães , e e em particular os contribuintes afrodescendentes assistem impotentes a tamanho ato espúrio de desrespeito para com aqueles que a custa de seu trabalho escravo (até o hoje não pago), construiram essa Nação.
A Atriz Thais Araújo, ao ser indagada sobre a escolha de protagonistas brancos arianos, para o sorteio da Copa de 2014 (com relação a que, para boa parte das comunidades afrodescendentes, ficou patente o racismo retrógrado aplicado como critério de escolha), declarou: "Eu acho que isso é um assunto que deveria ser perguntado para o Lázaro e para a Camila (Pitanga), que era também cogitada para comandar o sorteio). Eu não li uma linha do Lázaro sobre isso,continuou, então não sou eu que vou dizer. Eu não acho nada. Eu não sei o que aconteceu. Até então é especulação e eu não vou polemizar especulação", disse. No entanto, Taís foi taxativa ao comentar a questão do preconceito racial no país. "O racismo ainda é muito forte no Brasil sim. Isso é uma coisa que eu tenho certeza."
Referencias:
1.      1. Carlin, J; Nelson Mandela´s Legacy; Disponível em:
2.     2. Wikipédia; Composição étnica do Brasil;
Disponível em
3 3. Folha de São Paulo; A eugenia e o imigrante ideal no Estado Novo; Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/1168162-a-eugenia-e-o-imigrante-ideal-no-estado-novo.shtml (acessado em: 06/12/13);
4.      4. Gente; Thais Araújo: O racismo no Brasil é muito forte: Disponível em: http://gente.ig.com.br/2013-12-05/tais-araujo-o-racismo-no-brasil-e-muito-forte.html  (acessado em: 06/12/13);

Tuesday, June 18, 2013

No Japão o transporte, prima pela responsabilidade e respeito ao usuário



*大変お待たせしまし
                                   
                              Ou Em português– Desculpe por ter feito esperar!

Essa é a frase repetida pelo sistema interno de alto-falantes instalados em ônibus e trens japoneses e repetidas exaustivamente a cada parada. O detalhe é o seguinte: Esses veículos de transporte público estão sempre em ponto. A repetição do pedido de desculpas é uma característica do povo japonês com base na sua filosofia de que o dinheiro do público é ganho a custa de seu suor e por isso merece respeito. Você olha no seu relógio e vê, por exemplo, que são 12h43min, em seguida você pega o guia de horários de trens e vê que o próximo trem entre Hamamatsu, Shizuoka (estação ferroviária da cidade onde morei por 12 anos dos 15 anos que permaneci no Japão) e a cidade de Toyohashi, na vizinha província de Aichi, sai as 13h02min minutos. Se você já está na estação dirija-se a plataforma de embarque e boa viagem. Mas se você está a 15 minutos da estação, já se prepare para pegar o próximo trem, que sai às 13h32min. O trem das 13:02 minutos sai as 13:02 minutos: Nem antes e nem depois. O nome dessa atitude é respeito pelo dinheiro público.   
O transporte público que usamos é pago, e pela carga de impostos que nos é cobrada o mínimo o que deveríamos ter, é o respeito pelo imposto que nos é cobrado retribuído na forma de serviços de infraestrutura de qualidade: Educação, Saúde, Transporte e Segurança.
Por que a gente acha graça no estado da construção do metro de Salvador? O que é que tem de engraçado uma obra de custo bilionário ser dilapidada e sucateada pela ganância criminosa de indivíduos que desservem a tudo que se possa classificar sobre a face da terra, andam impunes a torto e a direito tomando como aval a ingenuidade do povo que os elegem?
  No Japão é inconcebível que um jovem, um idoso, ou qualquer cidadão ou cidadã seja assassinado enquanto se dirige ou volta do seu trabalho por conta da figura descontrolada do crime patrocinado pelo descaso e pela corrupção corporativa instalada nas instancias de poder.
No Japão existe uma das malhas ferroviários mais eficazes do mundo do mundo. A rede JR (Japan Railways) é o sistema ferroviário nacional, e é muito extensa, embora existam alguns menores detidos por empresas privadas, também. A JR opera vários tipos de trens, como o Shinkansen (Trem bala), que é o mais popular e mais rápido, rodando a 300 quilômetros por hora, a Nozomi e Mizuho (mesmo tipo do Snhikansen), ​​que operam principalmente nas ilhas de Honshu e Kyushu, respectivamente, e parar somente em grandes cidades, a Hikari( que em japones significa “Luz) e Sakura, e Kodama (que significa “Eco”, repetição do som) e Tsubame, que param em todas as estações.Algumas das ferrovias operam 24 horas por dia, mesmo oferecendo viagens durante a noite, mas a maioria não, geralmente param à meia-noite. Os horários de trem pode ser encontrado em todas as estações de trem, e também estão disponíveis em grandes hotéis.

Bilheterias pode ser encontrada nas principais estações de trem, onde os bilhetes podem ser comprados a partir de empregados ferroviários. Há também a opção de comprar bilhetes de trem através de uma máquina, que é mais popular e considerado mais eficiente, embora a maioria das máquinas só oferecem instruções em japonês.
Se você quiser fazer uso deste meio de transporte, recomenda-se que você tcompra um Japan Rail Pass, que permite que você viaje em quase todos os trens da rede JR quantas vezes quiser dentro de um determinado período. Reservas de assento pode ser realizada no gabinete JR em todas as principais estações, assim como na internet.
Quanto aos ônibus, há tanto intermunicipais como  de longa distância e voce pode viajar muitas vezes viajando durante a noite e oferecendo mais espaço para as pernas, embora estes sejam naturalmente, mais lentos do que o Shinkansen.  
Conseguir um táxi é também uma opção, já que táxis abundam por todo o Japão, e são completamente seguros. Não existe assaltos a motoristas de taxis. Se você está acostumado a abrir e fechar a porta do passageiro de um táxi em seu próprio país, você pode querer abster-se de fazê-lo, já que o motorista pode fazer isso automaticamente no Japão.
No nosso Brasil, nas instâncias reguladoras tudo é negociado a revelia e as costas do cidadão comum, último, a saber, como “maridos/esposas traídos/traídas” em que o poder constituído os transformou ao assistir impotentes ao enriquecimento ilícito de indivíduos que supostamente compõem as instancias de salvaguarda das liberdades individuais dentro do “regime democrático”. E na sequência dessa farra de imoralidades, profissionais liberais são “incendiados” dentro dos seus consultórios por bandidos disfarçados de clientes. Mulheres são estupradas, recebendo nas suas respectivas estruturas emocionais as marcas indeléveis da irresponsabilidade institucionalizada, pois, de fato muda, haja vista que as autoridades estão muito ocupadas em suas negociações que resultam em um sistema de transporte que “serve” ao cidadão com base em objetivos estranhos ao seu bem-estar.   
Será que nós brasileiros já estamos entendendo que essa história de deixar que a corrupção e incompetência dirijam os destinos da sua vida básica não é normal, e não tem nada de engraçado e por isso não pode ser tema apenas de “programas de humor”?

*A pronúncia japonesa da frase é  Taihen omatase shimashita

Referecias:

1.       Visit Kumamoto; Dsiponível em: http://www.visitkumamoto.com/Public-Transport-In-Japan  (acessado em: 18/06/2013);
2.      
Transport in Japan; http://en.wikipedia.org/wiki/Transport_in_Japan (acessado em: 18/06/2013);
3.       Imagem: http://beaverinjapan.wordpress.com/category/tourism/ (acessado em: 18/06/2013);

Monday, May 27, 2013

O povo negro da Bahia gosta de “dançar Candomblé” no “Bembé do Mercado”



Quem nasceu em Salvador ou em algumas cidades do Recôncavo baiano e já passou dos 50 anos, teve, certamente, a felicidade de ter convivido com netos ou bisnetos de escravos africanos durante parte da vida. Conheci na minha infância, “Dona Doú”, que para pedir licença ao pessoal que jogava bola na capelinha do Tororó, pedia: “ago, ago lona...”. E os jovens, na mistura de ignorância e desrespeito diziam jocosamente: “´perái pessoal que a Vó de mundinho (hoje, finado Raimundo, que já foi o melhor repinique da Bahia)  quer chutar em gol”... E a risadaria era geral. (Saudades do meu Tororó, da Escola de Samba cujo presidente, meu Tio Arnaldo Silva, está aí sinalizando o Samba da Bahia, que merece o maior respeito. Eu ensaiava todo o ano, par no Carnaval ser proibido de desfilar pela irmã se meu tio, minha mãe. Afinal, Samba, era “coisa de vagabundo”).
Hoje, após a evolução do conceito de herança africana que felizmente orienta a maioria dos estudos antropológicos e de história em curso nas nossas terras, sei um pouco mais sobre a minha infância e as minhas origens. Primeiro é necessário enfatizar que meus pais vêm do Recôncavo: Meu pai tem raízes que ainda estão vivas na Ilha do Patí, ali em São Francisco do Conde, e minha mãe vem de Maragogipe, sendo que meu avô materno era sobrinho de Xanxa de Ogum, Mãe de Santo muito conhecido na cidade de São Gonçalo dos Campos (conhecida na época e ainda hoje lembrada pelos mais antigos de lá). Aí, é desse povo que muito cedo, eu ouvia falar em “tocar o bembé”.
Hoje após alguns anos de estudo de Língua e Cultura Iorubá e Cultura Ewe-Fon, em função da posição que os Voduns me confirmaram no Culto ao Panteão Savaluno, cheguei à condição de melhor entender alguns pontos o que, contudo, não esclarecem ainda completamente as minhas dúvidas. Por exemplo, o dicionário Inglês-Iorubá de título “A Dictionary of the Yorùbá Language”publicado pela primeira vez em 1913 pela Church Missionary Society Bookshop, Lagos, e  tendo a sua 17ª edição publicada pela University Press PLC, Ibadan (Nigéria), em 2001 (como o exemplar que tenho em mãos), traz na segunda parte, onde estão as palavras em Iorubá, página 55 o verbete  “Bẹ̀mbẹ́”, que, ainda de acordo como o dicionário,significa tipo de tambor haussá. Deixo para os estudiosos especializados a tarefa de levantar mais esclarecimentos sobre as reais origens do “Bembé do Mercado de Santo Amaro”.
O que eu quero mesmo dizer é da alegria que senti ao ver meu povo, o povo guardião do Panteão Savaluno, tendo a frente o nosso Dote Amilton, ao lado do prefeito Ricardo Machado, pelas ruas principais da cidade na noite de 10 para 11 de maio, com o povo de Santo Amaro, ao lado dos Filhos de Gandhi, dançando ao seu tradicional ritmo “Ijexá” até sermos recebidos em grande estilo, pela benção da Ebomi Nice de Oya, e pelos acordes musicais de Jerônimo.
O povo negro dessa terra é fundamentalmente um povo de santo.

“Savalú, Savalú, Savalú na se kpe,
Dago na shi a gba  Savalú na se kpe” 

Referência:
2.      A Dictionary of the Yorùbá Language; 2001; University Press PLC Ibadan;ISBN 9780307605;
3.      Imagem: Foto tirada pelo Dofono George Sogbossi na noite do dia 10/05/2013, em Santo Amaro;